Livros que me surpreenderam em 2021

Eis a primeira de uma série de publicações nada originais mas obrigatórias nesta altura do ano: está na hora de vos falar das surpresas, dos melhores, dos piores e das desilusões literárias do ano passado.

Decidi começar pelos livros que me surpreenderam em 2021; são os títulos nos quais peguei com pouca expectativa e que provaram ser superiores ao que eu contava. Não poderão ser chamados de “os preferidos do ano” (esses aparecerão numa publicação subsequente) mas são tudo obras que eu recomendo sem quaisquer reservas.


  • O Silêncio da Cidade Branca (Eva G. Saénz de Urturi) – Um livro de que eu nunca tinha ouvido falar até me juntar ao Gang das Bambinas (criado pela Patrícia do Devaneios da Tim) e este ser escolhido como leitura do mês. Um thriller envolvente decorrente na cidade de Vitoria, no País Basco, que volta a ser assolada por uma série de crimes macabros e ritualescos 20 anos após a captura do suposto culpado que deixou a população aterrorizada. Uma cidade cheia de personalidade, uma narrativa bem cadenciada e um final surpreendente.

  • The Thursday Murder Club (Richard Osman) – Já publicado em Portugal, este foi o livro de mistério mais fora da caixa que li nos últimos anos. Quando um empreiteiro aparece morto, quatro idosos que vivem num lar residencial de luxo em Inglaterra tomam como objectivo ajudar a Polícia a deslindar o caso (ou a deslindar eles próprios!). O mistério é o elo mais fraco da história mas esta é daquelas obras que vale a pena ser lida pelas suas personagens caricatas e engraçadas. E já tem continuação!

  • Série “A Roda do Tempo” (Robert Jordan) – Acalentada pelo projecto da Ana The Phoenix Flight no início de 2021 embarquei na grande viagem que é a aclamada série de fantasia “A Roda do Tempo”. Nunca me tinha despertado muito a atenção (e o facto de ser composta por 14 volumes também não ajuda) mas acabou por me surpreender pela positiva logo no primeiro livro. O ritmo desacelera um pouco nos volumes seguintes, o que me deixou um bocado desmotivada, mas tendo em conta que em Portugal também só estão publicados os 4 primeiros títulos, se calhar também não vale a pena ficar demasiado entusiasmada com esta história. Se forem muito preguiçosos para pegar nos livros (o que é compreensível), têm sempre a opção de ver a nova adaptação da Amazon Prime.


  • Gerald’s Game (Stephen King) – Foi um ano fraco em Stephen King mas pelo menos os únicos dois livros que li dele foram boas leituras (spoiler para a lista dos melhores do ano!). “Gerald’s Game” é um livro que eu desconhecia e que comprei porque o encontrei por acaso em promoção no Book Depository (bons tempos, em que ainda não tinhamos de nos preocupar com alfândegas…). A premissa é óptima: um casal ingressa numa actividade marota mas, ainda no início, o homem sofre um ataque cardíaco e cai morto no chão. O problema? A mulher fica algemada à cama e sem esperança de conseguir desenvencilhar-se sozinha. Se quiserem saber mais, podem ler aqui a minha opinião.

  • Teatro de Fantoches (M. W. Craven) – Este nome não vos deve ser estranho tendo em conta que bombou pelas redes sociais na altura em que saiu, nos inícios de 2020. Quando há muito hype em relação a um livro, especialmente do género thriller, tenho tendência a ficar receosa e a adiar a leitura durante um pouco ou nem ler de todo. Este foi uma excepção a essa regra mas, felizmente, foi uma surpresa muito agradável. À semelhança do livro do Richard Osman aqui o mistério também não é brilhante – pelo menos eu deduzi bastante cedo quem estava por trás das queimadas – mas vale muito a pena pela dupla de investigadores, o polícia Washington Poe e a hacker Tilly, tão diferentes entre si mas que se encaixam de forma irreprovável. Sem dúvida que vou querer ler o resto da série.

  • O Mágico de Auschwitz/O Manuscrito de Birkenau (José Rodrigues dos Santos) – Já é uma tradição na minha vida: o JRS lança um livro em Novembro, o meu pai oferece-mo no Natal e eu leio-o no início do ano seguinte. Nem todos os livros me ficam na memória, alguns deixam-me mesmo a questionar por que raio continuo a ler este autor. Felizmente, 2021 foi um ano esperançoso graças à duologia baseada na história verídica de Herbert Levin, um mágico judeu alemão condenado ao campo de concentração de Auschwitz na Segunda Guerra Mundial. A contextualização histórica é muito rica, aprendi imenso não só sobre o funcionamento do próprio campo mas também sobre personalidades nazi que desconhecia. Lá pelo meio também surge um romance entre um soldado português nazi e uma prisioneira russa que poderia ter sido enternecedor se não tivesse sido escrito pelo José Rodrigues dos Santos. O ano é 2021 e este homem ainda não aprendeu a escrever ficção… abençoadas pesquisas que tornam os seus livros tão mais toleráveis!

Começámos bem mas ainda vai ficar melhor pois a seguir segue-se a lista dos melhores livros que li em 2021. São 8 títulos que vos trago, entre clássicos, fantasia, thrillers e romance. Vamos a isso.

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