Metas para 2023 – o que ficou por cumprir?

Com esta publicação é que de facto dizemos adeus a 2023 aqui no blog – estava a ver se passava ao lado dela mas há que ser crescida e assumir os erros. Vai ser rápido, é só olhar para a lista de livros que me tinha comprometido a ler no ano passado, desiludir-me, chorar e partir para outra.

Dos nove livros escolhidos (podem ver todos na publicação original) li quatro, o que na verdade equivale a mais de metade. Não vale a pena falar dos que ficaram pelo caminho; há múltiplas razões para justificar o “esquecimento” e, falando a sério agora, não há motivo para grandes reflexões ou penalizações por causa disso. A vida é o que é. Falemos antes daqueles nomes que risquei da lista:

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, Taylor Jenkins Reid

Ninguém se calava com este livro nos anos pós-publicação, como devem estar cientes. Livros que se tornam muito populares nas redes sociais deixam-me algo ansiosa e prefiro deixar o alarido aligeirar um pouco antes de me atirar de cabeça. Felizmente este foi um livro que superou o teste do tempo e que de facto gostei de ler. Não é um livro da vida nem nada que se pareça mas ainda assim tem muita qualidade e é um título que estou à vontade para recomendar a toda a gente, quer sejam leitores assíduos ou nem tanto.

Uma Coluna de Fogo, Ken Follett

Ken Follett é um autor que ainda não consegui posicionar bem na minha lista; por um lado deu-me uma das minhas séries preferidas de sempre – “Os Pilares da Terra” – mas por outro também já me desiludiu com alguns desastres literários (estou a olhar para ti, “Uma Terra chamada liberdade”). “Uma Coluna de Fogo” é o terceiro volume da série que me conquistou e fico muito contente por não me ter desiludido, pelo contrário, acho que se tornou o meu novo livro preferido do autor. Vou deixar marinar mais um tempo e eventualmente virei escrever sobre ele aqui no blog.

Pensar Depressa e Devagar, Daniel Kahneman

Livros de não ficção são os mais difíceis de opinar e de trazer uma opinião eloquente, ainda para mais este calhamaço que me levou meses a ler e que foi escrito por um Prémio Nobel da Economia. Por esses motivos não me verão falar sobre ele em particular por aqui mas podem ficar a saber que adorei a leitura, apesar de volumoso não é entediante ou demasiado académico e deu-me boas ferramentas para analisar e melhorar os meus processos de decisão para quase tudo na vida. De certeza que já ouviram falar também desta obra e é mais uma cuja popularidade é justificável e que tem o meu selo de aprovação.

Em Busca do Carneiro Selvagem, Haruki Murakami

“Norwegian Wood” foi um livro que li e que não soube muito bem o que pensar dele e por isso me comprometi a ler outras obras do autor para tirar as teimas. “Em Busca do Carneiro Selvagem” não é possivelmente uma das obras mais aclamadas do Murakami mas foi ela que veio resgatar a minha curiosidade para ler mais do seu reportório. Não sabia que até podia ser uma rapariga virada para realismo mágico e este livro levou-me a descobrir essa possível nova faceta literária, porque realmente me cativou muito. Mais um título lido, recomendado e com direito a uma opinião mais desenvolvida aqui.

Quatro livros lidos e quatro livros recomendados – diria que foi um sucesso. Gosto muito de ver vídeos e publicações da malta a planear as suas leituras “obrigatórias” para o ano e foi por isso que em 2023 decidi copiar a moda. Agora em primeira mão vos anuncio que não vou fazer a mesma brincadeira para 2024 nem provavelmente para anos seguintes. Foi engraçado, correu razoavelmente bem, mas é só mais uma entropia que não preciso na minha vida. Os meus planos de leitura para este ano cingem-se aos clubes de leitura a que pertenço e, de resto, é liberdade total. Vadiagem. Para quê tentar organizar aquilo que funciona tão bem caoticamente?

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